"Me deixei ficar sentado, mareado, cuspindo sangue e pedaços de um dente. Zélia acendeu a luz do quarto, ouvia-lhe o nervoso cicio para o bebê. Em seguida passos, o vulto dela recortado na porta." Continue lendo
"- O sonho é pra sonhar, não é? Quem sabe a gente toma um café nalgum lugar... um lugar discreto." Continue lendo
"O dia, no campo, tem uma história de capricho. Começa com uma fímbria parda em horizontes do longe, como se atrás das coxilhas, dos capões distantes, dos casarios perdidos, lá onde a vista se acanha, um negro velho, bocejando, prendesse o lume num lampião de prata." Continue lendo
"Entrou em casa num passo de general, com sua falsa espada paraguaia. A mulher o esperava na calçada, com o bebê enrolado numa manta." Continue lendo
"Ah, o tempo em que tocava piano, quando era mocinha e vestia seu melhor vestido e trançava o cabelo e se perfumava para esperar o professor, dono de um repertório inesgotável de valsas e galanteios." Continue lendo
"E depois, a mim, quem me mataria?" Continue lendo
"Tia Morena era professora de latim, solteirona. Sempre que se falava nisso, que não se casara, desandava em explicações sobre a absorvência da ação educativa. E todos acreditavam, pois feia ela não era." Continue lendo
"Tivera a certeza, então, de que o pai não zelava pela filha e pouco se importava que um bugre tumbeiro e mal-intencionado tomasse adiantos com a menina." Continue lendo
"Atravessam a avenida e ali está, verde e cheiroso, o Parque da Redenção." Continue lendo
"Sabe tudo, é? Pois não sabe, não pode saber. E pensa: só eu sei. O começo do fim." Continue lendo