Ideias Parasitárias e a Guerra contra a Verdade: Entrevista com o psicólogo Gad Saad | Fantástica Cultural

Artigo Ideias Parasitárias e a Guerra contra a Verdade: Entrevista com o psicólogo Gad Saad
E N T R E V I S T APsicologia & Comportamento

Ideias Parasitárias e a Guerra contra a Verdade: Entrevista com o psicólogo Gad Saad

Autores Selecionados ⋅ 12 jul. 2023
Compartilhar pelo FacebookCompartilhar por WhatsAppCitar este artigo

Nesta entrevista, o psicólogo evolucionista Gad Saad fala sobre as ideias virais, como elas estão infectando a sociedade, suas consequências danosas e o que podemos fazer para nos imunizar e lutar pela verdade e pela liberdade de pensamento e expressão.

Entrevista por Vikas Shah, Thought Economics


Psicólogo evolucionista libanês e canadense Gad Saad
Psicólogo evolucionista libanês e canadense Gad Saad

O Dr. Gad Saad é uma notável figura pública intelectual. Além de apresentar o Saad Truth (seu programa no YouTube), ele é professor de marketing na Concordia University (Montreal, Canadá) e ex-titular da cadeira de pesquisa da Concordia University em ciências comportamentais evolucionárias e consumo darwiniano. Além de seu trabalho científico, o Dr. Saad frequentemente escreve e fala sobre ideias virais que estão destruindo a lógica, a ciência, a razão e o bom senso. Seu quarto livro The Parasitic Mind: How infectious ideas are killing common sense (A Mente Parasitária: Como as ideias infecciosas estão matando o senso comum) expõe as más ideias — o que ele chama de ideias patogênicas — que estão matando o senso comum e o debate racional. Incubadas em nossas universidades e espalhadas pela tirania do politicamente correto, essas ideias estão colocando em risco nossas liberdades mais básicas — incluindo a liberdade de pensamento e expressão.

Nesta entrevista exclusiva, falo com Gad Saad sobre ideias virais, como elas estão infectando a sociedade, suas consequências e o que podemos fazer para nos imunizar e lutar pela verdade e pela liberdade de pensamento e expressão.


P: Até que ponto a história humana sempre foi um campo de batalha de ideias?

[Gad Saad]: Esta não é a primeira vez na história da humanidade que enfrentamos uma batalha de ideias. Hoje, porém, estamos regredindo à idade das trevas. Tivemos a revolução científica, o Iluminismo e todos os efeitos positivos posteriores desses dois movimentos maravilhosos que nos libertaram dos grilhões da religião e nos deram dignidade individual e muitos outros benefícios. Nos 400 anos seguintes, não vimos nada além de progresso, mas nos últimos 50 anos vimos uma reversão lenta e depois mais rápida desse progresso causada por ideias patológicas que foram gerados no ecossistema universitário. Como eu sempre digo, é preciso ser intelectual para ter ideias realmente estúpidas. Infelizmente, essas ideias patogênicas têm nos levado a um abismo de loucura infinita.

Como cientista evolutivo, uma das caixas de ferramentas que uso é chamada de psicologia comparativa, que é um campo em que você compara a cognição humana, as realidades humanas e os estudos com animais para traçar paralelos e compreensão. Os pós-modernistas são terroristas intelectuais que lançam seus aviões de baboseiras contra os edifícios da razão. Olhando para a literatura, deparei-me com o campo da neuroparasitologia, que analisa como parasitas de várias formas podem infectar hospedeiros. Da mesma forma que uma tênia pode infestar nosso intestino, um neuroparasita pode infectar o cérebro.

Existem alguns exemplos interessantes disso, e o toxoplasma gondii é um dos mais conhecidos. Se um camundongo é infectado com esse verme cerebral em particular, ele perde o medo de gatos e se torna sexualmente atraído pela urina do gato, que obviamente não é algo benéfico para o camundongo. Outro exemplo vem na forma de vermes cerebrais que infectam ungulados (veados, alces) que, quando parasitados por esse verme cerebral, envolvem-se em um comportamento [autodestrutivo] em que se movem em círculos repetitivos, balançando a cabeça, incapazes de se desvencilhar, mesmo que um predador venha comê-los.

Os seres humanos, como todos os animais, podem ser parasitados por vermes cerebrais reais, mas há outra classe de patógenos que podem infestar nossas mentes e cérebros: patógenos de ideias.


P: Como as ideias patogênicas estão impactando a civilização ocidental pós-iluminista?

[Gad Saad]: Um corte não te mata... dois cortes podem não te matar... mas uma vez que você acumulou milhares desses cortes? No nosso caso, as bases da razão e da dignidade estão sendo arrancadas da sociedade; as camadas protetoras e os valores que fundaram o Ocidente estão sendo demolidos. As grandes sociedades As ideias patogênicas começam em disciplinas onde você pode pontificar como um completo imbecil, sem quaisquer consequências. que foram geradas no Ocidente estão sendo lentamente erradicadas por ideias patogênicas que — embora trabalhem de maneiras diferentes — compartilham um objetivo comum: libertar seu hospedeiro das algemas da realidade.

Isso pode soar extraordinário, mas deixe-me dar alguns exemplos. O pós-modernismo é o avô das ideias patogênicas que nos libertam da verdade: ele defende a ideia de que tudo é subjetivo e de que não existem verdades universais.

Até mesmo algo tão banal como "apenas mulheres dão à luz na espécie Homo sapiens" torna-se de alguma forma controverso... O fato de o sol nascer no leste e se pôr no oeste torna-se controverso... As pessoas começam a questionar: "O que você quer dizer com Oriente e Ocidente?"; "O que você quer dizer com sol?" É um movimento niilista, é terrorismo intelectual.

No 11 de setembro, 19 fanáticos aderiram a uma determinada ideologia e lançaram aviões contra prédios — os pós-modernistas são terroristas intelectuais que lançam seus aviões de baboseiras contra os edifícios da razão.

P: Como as ideias patogênicas infectaram a sociedade?

[Gad Saad]: As ideias patogênicas começam com um objetivo nobre. Acreditar que não existem diferenças inatas entre os sexos, ideia comum entre feministas militantes, vem do objetivo louvável de erradicar o sexismo institucional. Porém, ao nos engajarmos nessa louvável justiça social, não precisamos assassinar a verdade, não é mesmo?

Lamentavelmente, muitas dessas ideias patogênicas criam uma tensão entre a ética consequencialista e a ética deontológica. A ética deontológica é baseada em verdades absolutas: nunca é bom mentir, esta é uma afirmação deontológica. Uma visão consequencialista da mentira seria "bem, não há problema em mentir se você está tentando proteger os sentimentos de alguém". Se seu cônjuge lhe perguntar, "Eu pareço gorda com essas calças?", e você deseja ter um casamento longo e feliz, talvez precise mentir para proteger os sentimentos do parceiro.

A realidade é que somos todos consequencialistas e deontológicos em nossa ética, mas a questão é se estamos aplicando o sistema ético certo nas condições certas. A verdade, entretanto, deve ser sempre deontológica — você nunca deve sacrificar a verdade no altar da justiça social. É isso que as ideias patogênicas fazem.


P: Por que (e como) as ideias patogênicas surgem e se espalham no campus universitário?

[Gad Saad]: Ideias patogênicas surgem em disciplinas onde não há ligação direta entre a natureza imbecil de uma ideia e suas consequências. Não é por acaso que o pós-modernismo não surgiu nas faculdades de administração ou engenharia. Você não pode ter ideias patogênicas totalmente desconectadas da realidade se estiver trabalhando com marketing ou economia. Se você enraizar suas ideias na loucura, seu experimento falhará, e isso tem consequências diretas: você não pode construir uma ponte ou uma aeronave usando a epistemologia feminista pós-moderna.

As ideias patogênicas começam em disciplinas onde você pode pontificar como um completo imbecil, sem quaisquer consequências. A maioria dos alunos é intimidada ao silêncio por professores pontificantes, e é exatamente por isso que digo às pessoas para não engolir qualquer coisa que lhe empurrem. Você não precisa ser indelicado ou desagradável, mas se as pessoas estão propondo coisas que parecem erradas para você, deve ser perfeitamente consistente com uma sociedade livre contestar essas coisas. Mesmo seu professor não deve estar livre de críticas.

Falsa profundidade também é importante e é uma ferramenta crucial no modo como o pós-modernismo é promulgado com sucesso nas universidades. Se estou ouvindo algum charlatão pós-moderno no palco falando bobagem, tenho duas opções: ou considero que sou burro, por não entender uma palavra do que estou ouvindo, ou considero que as ideias que estão sendo defendidas são uma besteira completa.

Quando atribuo minha falta de compreensão à possibilidade de eu ser burro, o orador consegue se safar com muita besteira. Há uma citação de John Searle em que ele está falando com Michel Foucault (um dos mestres da santíssima trindade de besteiras do pós-modernismo francês, que também inclui Jacques Lacan, Jacques Derrida):

Searle pergunta:
"Como é que, quando eu me sento e converso com você, parece que posso te entender perfeitamente, mas quando tento ler seus textos, fico completamente perdido?"
Foucault responde mais ou menos assim:
"Bem, você sabe, na França, se não incluirmos toda essa verborragia sem sentido, ninguém nos levará a sério."

Ele, portanto, está intencionalmente tentando confundir, disfarçando-se de profundo, quando na verdade não está dizendo nada.

As pessoas me escrevem às vezes defendendo que nem tudo sobre o pós-modernismo é errado ou destrutivo, e muitas vezes eu discordo e peço que listem dez coisas concretas que surgiram do pós-modernismo. A maioria das disciplinas acadêmicas tem um compromisso com a razão, a lógica, a epistemologia e o crescimento intelectual. O pós-modernismo destrói isso tudo e leva você a um mundo onde o alto é o baixo, a esquerda é a direita, e assim por diante.


P: Por que somos tão suscetíveis a ideias pós-modernas ou patogênicas?

[Gad Saad]: Existe uma doença coletiva que chamo de síndrome parasitária do avestruz. O avestruz basicamente enterra a cabeça na areia para evitar a realidade, é como "la la la, não estou ouvindo você..." e o elemento parasita aqui é quando você deliberadamente nega realidades tão claras quanto a gravidade.

O negacionismo da ciência é um exemplo da síndrome parasitária do avestruz, assim como o fato de que um homem com pênis de 23 centímetros pode "tornar-se" mulher simplesmente identificando-se como tal. Se você discorda da autoidentificação dele, você é rotulado de transfóbico. Para ser claro, sou um forte defensor dos direitos trans — cada indivíduo deve ser capaz de viver livre de fanatismo e com total dignidade, mas na busca desse objetivo social, não podemos assassinar a verdade. Você não precisa rejeitar a realidade para buscar a justiça social. Isso não significa que a disforia de gênero não exista, ela existe. Isso não significa que não existam pessoas que estão confusas sobre seu gênero. Existem. Mas significa que quando J. K. Rowling argumenta que as pessoas que menstruam são mulheres e as que não menstruam são homens, ela não deveria ser cancelada! Realmente, foi longe demais.

Vejamos outro exemplo. Quando se trata de uma análise honesta do Islã, existem muçulmanos que são adoráveis e alguns que são mesquinhos, como qualquer outro grupo... existem judeus adoráveis, e judeus realmente maus... O Islã é composto de um certo conjunto de crenças codificadas que podem ser encontradas nos hadiths (os feitos e ditos do profeta Muhammad) e na Sira (a biografia profética). Elas criam consequências no mundo real. Dos mais de 37.000 ataques terroristas desde 11 de setembro, em mais de 70 países, cada um deles foi vinculado a esta ideologia.

Imagine, nesse cenário, se algum pensador ocidental arrogante dissesse: "Não, Ahmed Hussein não cometeu terrorismo por causa de um versículo do Alcorão, mas porque ele sofreu bullying na escola, não foi exposto à arte o suficiente, ou foi por causa da falta de painéis solares, da mudança climática..." Essas são apenas algumas das razões insanas que os ocidentais inventaram para explicar os ataques terroristas. Aceitar a realidade destes ataques não nos impede de aceitar também o fato de que a maioria dos muçulmanos são pessoas boas e decentes.


P: Quais são os perigos da conformidade ideológica e da realidade de alguns de nossos movimentos de diversidade, equidade e inclusão?

[Gad Saad]: Eu encaro a conformidade ideológica como sendo a religião DIE (diversidade, inclusão, equidade). Certo neuropsiquiatra apresentou algo chamado hipótese da higiene para a medicina evolutiva. Se você observar crianças que cresceram em ambientes estéreis, verá que elas são muito mais propensas a ter doenças respiratórias e condições autoimunes do que as crianças que cresceram em meio a alérgenos (como pelos de animais, por exemplo). A razão para isso é que o sistema imunológico precisa estar constantemente lutando e engajado para que seja eficaz. A teoria crítica da raça é uma reembalagem grotesca do nazismo, mas se apresenta como uma luta contra o racismo. Você pode pegar essa mesma ideia e aplicá-la ao ambiente ideológico onde, se esterilizarmos demais o conteúdo (como nas "câmaras de eco", ou "bolhas ideológicas"), não seremos capazes de lidar nem suportar ideias percebidas como poluentes ( ideias opostas).

Nossos cérebros evoluíram para serem ativados por ideias opostas, e é assim que devemos estruturar nosso pensamento crítico. Ao criarmos universidades que nada mais são do que câmaras de eco de conformidade ideológica, estamos sendo antidarwinistas. Não estamos alimentando nossas mentes com o alimento necessário para funcionar de maneira ideal.

Então... diversidade, inclusão e equidade também partem de uma premissa nobre, e você ouve as pessoas falarem sobre igualdade de oportunidades e igualdade de resultados. Se houver uma falta de oportunidades sistêmica em que, por exemplo, racismo ou sexismo não permitam que mulheres ou negros estejam nas universidades, é claro que isso deve ser abordado, mas não podemos confundir isso com igualdade de resultado. Tomemos como exemplo o Departamento de Matemática de Princeton. Se eles (hipoteticamente) não tivessem o número necessário de matemáticos negros, não podemos culpar automaticamente o racismo sistêmico.

Diversidade, equidade e inclusão partem de uma posição nobre, mas acabam se tornando exatamente aquilo contra o que lutamos, em nossa luta pela dignidade humana. A teoria crítica da raça é uma reembalagem grotesca do nazismo, mas se apresenta como uma luta contra o racismo. Na busca da luta contra o racismo, não é grotescamente racista convidar pessoas de uma determinada tonalidade de pele (neste caso, branca) para irem a seminários onde tenham que se autoflagelar e pedir desculpas por serem brancas e assumir a responsabilidade pelos atos cometidos há centenas de anos atrás? Como isso é louvável? Como isso é liberal?

Estamos vivendo uma época em que as pessoas são punidas apenas por falarem uma verdade. Se, por exemplo, eu disser que me sinto particularmente atraído por mulheres negras, sou acusado de ser um racista raivoso por objetificar o corpo negro. Se eu disser que não sinto atração por mulheres negras e prefiro mulheres asiáticas, estou praticando racismo sexual. Se eu sinto atração por negras, sou racista... se não sinto atração por negras, sou racista.

Também estamos vendo pessoas criando respostas falsamente intelectuais para problemas que podem nem existir. Por exemplo, uma mulher da Queens University, no Canadá, decidiu usar um hijab por 18 dias para demonstrar como o povo canadense era raivosamente islamofóbico. No final do dia 18, ela descobriu que os canadenses eram incrivelmente gentis e educados com ela. Ela revisou sua hipótese? Não... ela concluiu que eles eram legais com ela precisamente porque eram tão islamofóbicos que tinham que compensar sendo legais com ela. Portanto, em nenhuma hipótese os canadenses ficarem livres da denominação de islamófobos raivosos.

Outro exemplo ainda mais surpreendente... Uma estudante de doutorado israelense queria fazer uma pesquisa de pós-doutorado demonstrando que as IDF (Forças de Defesa de Israel) se envolveram no estupro sistêmico e desenfreado de mulheres palestinas. Para sua consternação, ela descobriu que não havia nenhum caso de estupro de mulheres palestinas pelas forças da IDF. Ela concluiu que os soldados eram verdadeiramente morais e não estavam explorando suas posições? Não... ela concluiu que eles eram tão odiosos, tão raivosos contra as mulheres palestinas, que acreditavam que elas não eram dignas de estupro. Sua conclusão foi que não estuprar mulheres palestinas era um ato de ódio dos soldados.


P: Como podemos nos imunizar contra ideias parasitárias?

[Gad Saad]: Temos que ativar nossa capacidade de rejeitar a pressão exercida sobre nós para aceitarmos ideias. Quero dizer que devemos ter certos princípios primários nos quais realmente acreditamos, que podemos anunciar e que nos recusamos a ser silenciados. Não podemos ficar calados por medo de perder amigos — se alguém não aceita que você tenha uma opinião diferente, esta amizade não é antifrágil e você não deve se relacionar com tal pessoa.

Se voltarmos ao trabalho de Charles Darwin (que, aliás, alguns agora desejam cancelar), ele coletou assiduamente dados ao longo de várias décadas de muitas disciplinas como geologia, paleontologia, pecuária, ecologia, biodiversidade, e acumulou evidências insuperáveis para a evolução, e que por mais de 150 anos as pessoas tentaram — em vão — falsificar ou refutar. Sempre que defendemos uma posição, podemos usar uma ferramenta chamada rede nomológica de evidências cumulativas.

Vamos supor que eu queira provar para você que as preferências por brinquedos não são construídas socialmente. O argumento usual dos cientistas sociais é que mamãe e papai são porcos chauvinistas, que arbitrariamente ensinam o pequeno João a brincar com arma e a pequena Maria a brincar delicadamente com a Barbie rosa. Se eu quisesse provar a você que na verdade existem assinaturas hormonais e biológicas que explicam a especificidade das preferências por brinquedos, como eu faria isso? Que evidências eu teria que reunir para convencê-lo de minha posição?

Eu poderia, por exemplo, pegar crianças que estão no estágio de pré-socialização do desenvolvimento cognitivo e mostrar a você que meninos e meninas já exibem preferências específicas de sexo para qual brinquedo preferem. Essa única linha de evidência já está colocando um prego no caixão dos construtivistas sociais, mas é claro — se eu quiser construir uma boa rede nomológica, preciso de muito mais. E se eu pegar dados de outros animais? E se eu trouxesse filhotes de macacos Vervet, macacos Rhesus e chimpanzés e mostrasse a você que eles exibem a mesma especificidade sexual de preferências de brinquedos?

Bem, com isso fazemos a ideia de construção social parecer bem boba. E se eu também trouxesse agora crianças que sofrem de hipoplasia adrenal congênita, que é um distúrbio endócrino que masculiniza a morfologia e o comportamento? As meninas que sofrem desse distúrbio inverteram as preferências de brinquedos de suas contrapartes — elas preferem brinquedos semelhantes aos meninos. Então agora eu consegui dados da endocrinologia pediátrica, da zoologia comparativa entre muitas espécies, da psicologia do desenvolvimento, todos os quais são bastante inatacáveis. Agora imagine se eu adicionasse mais 7 ou 8 linhas de evidência. Agora, se você se opõe às evidências, começa a parecer um tolo. Quando estamos buscando a verdade, não podemos ser avarentos cognitivos. Temos que fazer o trabalho duro.

Se tudo mais falhar... talvez você possa usar sua posição no pôquer de vitimologia. Minha pontuação é muito alta, sou um árabe, judeu, refugiado de guerra. Para ganhar argumentos contra os guerreiros da justiça social, posso usar o próprio cálculo grotesco deles para ganhar argumentos contra eles. Isso pode parecer bobo, mas na verdade mostra o poder da sátira.

Temos que usar todas as evidências e ferramentas que temos para convencer as pessoas de nossa posição.


Fonte: Entrevista por Vikas Shah, Thought Economics https://thoughteconomics.com/gad-saad-parasitic-mind/

foto do autor

Autores Selecionados

Escritores, ensaístas e jornalistas em destaque




SÉRIE NUM FUTURO PRÓXIMO

VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR

NUNCA PERCA UM POST







Merlin Capista de Livros Sobre Merlin - Capista de Livros Como Publicar seu Livro ou E-Book - Merlin Capista Criação de Capas de Livro - Merlin Capista Diagramação de Livro - Merlin Capista Portfólio de Capas de Livro - Merlin Capista Portfólio de Ilustrações e Design - Merlin Capista Orçamento - Merlin Capista de Livros Contato - Merlin capista de Livros