Revista Fantástica: #4 Edição

Revista Fantástica: #4 Edição.

Revista Fantástica #4

Jogos Vorazes

novembro & dezembro de 2023 • #4

No futuro sombrio dos Jogos Vorazes, o mundo não é nada como o nosso. O povo vive na miséria, sob o jugo de um Estado autoritário. Até mesmo quem escapa da pobreza vive paranoico, temendo as arbitrariedades do governo. E para entreter a elite e as massas, membros da plebe são selecionados, a cada ano, para se digladiarem em batalhas televisionadas. Na base do pão e do circo, o Estado distrai o populacho, a fim de que ninguém se revolte. Já na luxuosa capital, a classe governante vive preguiçosa, entupindo-se de comida e vestindo-se como pavões alienígenas, não muito diferente das celebridades de Hollywood numa noite de Oscar. Felizmente, nada disso é real, nem nunca será. Os governantes nunca fariam isso conosco... Ou fariam?

Arte de capa: Tom Chambers: Middle Light, 2013.
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Arte de Erik Thor Sandberg: Correspondência
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Sobre monstros
RECOMENDAÇÕES DE LEITURA
O Dia do Curinga, O Perfume e Parque dos Dinossauros
Galeria A Terra
Arte: A Terra-Média de John Howe: O Senhor dos Anéis, O Hobbit e Silmarillion
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Psicologia
Artigo Paulo Freire versus Estoicismo

Paulo Freire versus Estoicismo: a psicologia empoderante do lócus de controle

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O que é lócus de controle, e o que Paulo Freire e a filosofia estoica têm a ver com isso? Continue lendo

Literatura
Artigo Fahrenheit 451 e a Queima de

Fahrenheit 451 e a Queima de Livros: censura, cultura de massa e o amor pela literatura

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"Ficção científica é uma ótima maneira de fingir que você está falando do futuro quando, na realidade, está atacando o passado recente e o presente" - Ray Bradbury Continue lendo

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Artigo O Mito de Cupido e Psique

O Mito de Cupido e Psique - Beleza, Paixão e Vingança

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A beleza de Psique, uma mulher mortal, competia até mesmo com a da gloriosa Vênus, deusa do amor. Continue lendo

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A Ciência do Funk: a razão científica pela qual o funk é obsceno

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Não são somente as letras do funk que remetem à sexualidade. Devido à cinestesia da música, o próprio ritmo e a instrumentação estão ligados ao erotismo. Continue lendo

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Neandertais e a Caça aos Leões das Cavernas: evidências paleo-arqueológicas

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Segundo novas evidências, a linhagem humana dos neandertais não apenas caçava estes enormes predadores felinos, mas também tinha uma relação simbólica com a espécie. Continue lendo

Biografia
Filosofia
Artigo As Três Peneiras de Sócrates

As Três Peneiras de Sócrates: nem boas, nem úteis, nem verdadeiras

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Figuras célebres como Sócrates, Einstein e Shakespeare são frequentemente usadas na produção de conteúdos virais na internet, sendo atribuídas a eles ideias absurdas. Uma delas é o teste dos três filtros, nada menos do que uma péssima filosofia de vida e na busca do conhecimento (e que Sócrates jamais ensinou). Continue lendo

Religião
Artigo Javé, o Deus Pagão do Antigo

Javé, o Deus Pagão do Antigo Testamento

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Assim como as divindades pagãs, o deus cristão original era tão imperfeito como qualquer ser humano. O Antigo Testamento o retrata como figura falha, ciumenta e vingativa, capaz até mesmo de se arrepender. Continue lendo

Ideologia
Artigo A Esquerda contra o Povo

A Esquerda contra o Povo: Umberto Eco e a "Legião de Imbecis"

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Umberto Eco defendia, ainda nos anos 80, que o povo ganhasse voz, para se opor ao monopólio de informações da mídia. Quando a internet tornou isso possível, sua opinião virou do avesso: "as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis", que antes "nós fazíamos calar". Continue lendo

Dicionário Ideológico

Reportagem Especial
Artigo Mapa da Opressão no Brasil

Mapa da Opressão no Brasil: o País em 14 Gráficos

Conheça o país das desigualdades.Continue Lendo

Entrevista
Artigo Depressão Masculina

Depressão Masculina: por que psicólogos estão despreparados para lidar com o sofrimento do homem

O modelo de psicoterapia atual está focado no acolher e escutar. Infelizmente, esta abordagem empática não é a melhor forma de ajudar homens a vencer a depressão.Continue Lendo

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Monstros são reais e fantasmas são reais também. Vivem dentro de nós e, às vezes, vencem.
Stephen King
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Erik Thor Sandberg: Correspondência | Fantástica Cultural #1
Arte desta edição por Erik Thor Sandberg: Correspondência


Recomendações de Leitura desta Edição
Livro recomendado: O Perfume

O Perfume

Patrick Süskind

Título original: Das Parfum
1985 • Alemanha • Português (trradução)
mistério, realismo mágico, terror, ficção histórica

Este é um romance único. Não conheço nenhuma outra obra cujo foco seja... os cheiros. Este é o desafio do escritor Patrick Süskind: narrar o universo sensorial do protagonista, Jean-Baptiste Grenouille, que percebe o mundo através dos odores, com habilidades olfativas excepcionais. Afinal, como narrar cheiros, se quase não temos nomes para eles?

Esta é uma das partes mais interessantes e inovadoras de O Perfume. Em sua adaptação para o cinema, a história perde quase totalmente este aspecto, dando ênfase ao enrede de crimes, de suspense, de mistério. E estes elementos estão todos do livro, mas com o acréscimo de que assistimos a tudo pela perspectiva estranhíssima de um homem cujo olfato o eleva a certo status sobrenatural.

Embora já seja clichê dizer que "o livro é melhor que o filme", às vezes é importante ressaltar as diferenças: enquanto o filme tem mais apelo comercial, e se enquadra em certo padrão genérico de suspense, o livro não tem nada de formulaico ou genérico. É realmente um texto original, criativo, intenso e marcante, uma leitura esquisita e fabulosa que o leitor dificilmente irá esquecer.
Livro recomendado: Parque dos Dinossauros

Parque dos Dinossauros

Michael Crichton

Título original: Jurassic Park
1990 • Estados Unidos • Português (tradução)
ficção científica, suspense tecnológico, literatura fantástica

Este é para quem adora ciências, em especial paleontologia. É claro que o parque dos dinossauros é um thriller de suspense e horror, indo da fantasia à ficção científica. Mas também é bastante realista: é apenas por alguns detalhes que a clonagem de dinossauros é hoje impossível (os DNAs infelizmente não se preservam por tanto tempo, como o livro sugere). Não fosse isso, nada impediria que este parque realmente existisse.

Sua adaptação para o cinema (Jurassic Park, de Steven Spielberg) contém apenas parte da história do livro. Michael Crichton explora na obra muitos outros detalhes sobre as técnicas utilizadas para trazer os dinossauros à vida, e há diversas cenas de ação e terror ausentes no filme de Spielberg (algumas delas usadas em filmes posteriores).

Se você está na dúvida se vale a pena ler a obra original, esta é minha dica: nerds irão adorar. São os detalhes científicos, as diferentes espécies de dinossauros, a expertise acadêmica dos personagens que enriquecem o livro em relação ao filme. É possível até aprender uma coisa ou outra sobre ciência.
Livro recomendado: O Dia do Curinga

O Dia do Curinga

Jostein Gaarder

Título original: Kabalmysteriet
1990 • Noruega • Português (tradução)
fantasia, infantojuvenil, ficção filosófica

Jostein Gaarder é mais conhecido por seu livro didático de filosofia disfarçado de romance infantojuvenil, O Mundo de Sofia. Enquanto nessa última obra ele busca instruir os leitores sobre as correntes filosóficas ao longo da história, em O Dia do Curinga temos ficção pura: uma obra de fantasia de quebrar a cabeça.

A história é, na verdade, várias histórias inseridas uma dentro da outra, em um emaranhado vertiginoso, mas divertido. Passamos dos personagens realistas (um pai e seu filho viajando pela Europa) para uma ilha fantástica onde os habitantes são cartas de baralho. As peripécias lógicas e filosóficas criadas por Gaarder a partir dessa premissa sem dúvida merecem uma adaptação para o cinema — trata-se de uma aventura tão maluca quanto Alice no País das Maravilhas, que instiga tanto a imaginação quanto a inteligência do leitor.

O curinga, a carta que parece sobrar no baralho, é símbolo das pessoas que não se encaixam propriamente nos padrões, mas que, ao mesmo tempo, podem transitar entre várias realidades: o curinga é o diferente, o tresloucado, mas também o que pensa o que ninguém pensa, e percebe o que ninguém percebe. O curinga, afinal, é o filósofo.





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