Engulo a loucura porque ela me alucina calmamente. A loucura é vizinha da mais cruel sensatez. Continue lendo
A menina abriu os olhos pasmada. Avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Continue lendo
Vê-se no espelho. Mas ela é esta que está ali? É essa, de cara de coelho assustado, quem está pensando? Continue lendo
Será que a morte é um blefe? Um truque da vida? Continue lendo
Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nos tivéssemos presenteado a nós mesmos. Continue lendo
Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha. Não uma aranha, mas me parecia "a" aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar-se maciamente no ar. Continue lendo
Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Parecia calma. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Continue lendo
Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Continue lendo
A mulher, depois de se sentar no ônibus, engoliu um grito: ao seu lado estava aquilo que parecia um rato inquieto e que na verdade era um vivíssimo sagui. Continue lendo
Começou pela menstruação, que não veio. Isso a surpreendeu. Ela era muito regular. Foi a uma ginecologista. Esta diagnosticou uma evidente gravidez. Continue lendo