Ninguém ali me queria, eu não queria a ninguém. E nós ali presos, como se nosso trem tivesse descarrilado e fôssemos obrigados a pousar entre estranhos. Continue lendo
Em A Segunda Vida, um homem obtém a chance de recomeçar a existência após a morte, levando consigo as expectativas de realização plena e reconhecimento. A nova vida, porém, repete frustrações e ilusões, sugerindo que a insatisfação não depende das circunstâncias, mas da própria condição humana. Continue lendo
Neste conto, Machado retrata uma viúva devota que, atormentada por escrúpulos religiosos, busca orientação espiritual para interpretar seu matrimônio. A narrativa expõe, com a costumeira ironia machadiana, os dilemas entre fé, moral e convenções sociais. Continue lendo
Em tom alegórico e satírico, descreve-se uma república idealizada cujas instituições e costumes pretendem encarnar a razão e a ordem perfeitas. A experiência revela, porém, que mesmo sob formas políticas refinadas persistem interesses particulares, vaidades e contradições humanas. Continue lendo
"Sua gorda! Você é uma chata e uma intrometida. Não pode me deixar em paz?! Pois vou lhe contar, sua chata: Zequinha foi embora para Porto Alegre e não vai mais voltar! Agora está contente, sua gorda?" Continue lendo
"Era uma menina. Daquelas meninas que às vezes você vê na rua e que te abordam, te tocam no braço, e aparecem e desaparecem misteriosamente." Continue lendo
A existência em um espaço esquecido revela rotinas marcadas pela monotonia e pelo apagamento social. A ausência de perspectivas transforma o tempo em espera inútil. Continue lendo
A exploração predatória da natureza desencadeia uma reação simbólica e implacável. A árvore derrubada torna-se instrumento de punição contra a arrogância humana. Continue lendo
"Orlando Faria, o Gordo, era estancieiro no distrito, meio prefeito, meio delegado e meio uma porção de coisas que ele mesmo se nomeava e ninguém dizia que não." Continue lendo
Um padre e um filósofo discutem sobre a criação do mundo, contrapondo fé e razão. A narrativa questiona verdades absolutas e sugere que a origem da humanidade pode ser tão incerta quanto as interpretações que dela se fazem. Continue lendo