Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nos tivéssemos presenteado a nós mesmos. Continue lendo
"Ela passou a mão nos meus cabelos, e como a adivinhar meus pensamentos pôs-se a me fazer carinhos." Continue lendo
Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha. Não uma aranha, mas me parecia "a" aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar-se maciamente no ar. Continue lendo
Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Parecia calma. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Continue lendo
Um relato aparentemente ancestral atravessa gerações sem perder atualidade. A permanência dos mesmos vícios humanos desafia a ideia de progresso. Continue lendo
Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Continue lendo
"Era bonita e graciosa, tinha os olhos garços e ria por eles. Conservava o luto, mas sua figura não era melancólica. A beleza vencia a tristeza. Falava muito e ria muito, ria a cada passo, em desproporção com a causa, e, não raro, sem causa alguma." Continue lendo
"Fui de mansinho descendo a escada, um pé por vez. Então vi tia Cláudia mexendo um grande caldeirão, dentro um líquido verde borbulhava. Ela é uma Bruxa!" Continue lendo
Uma mulher elegante e vaidosa recusa-se a aceitar o avanço do tempo, investindo todas as energias na preservação da própria imagem e no controle das aparências sociais. A maternidade, longe de atenuar a vaidade, torna-se mais um espelho cruel da passagem do tempo e da ilusão da eterna juventude. Continue lendo
A mulher, depois de se sentar no ônibus, engoliu um grito: ao seu lado estava aquilo que parecia um rato inquieto e que na verdade era um vivíssimo sagui. Continue lendo