"Agora tudo é silêncio. Clara não se move, não pode fazê-lo. É um ser sem vontade própria, envolto pela escuridão que o acolhe. Nada vê. Mas todo seu corpo está à espreita, aguardando, pressentindo." Continue lendo
"Longe, na várzea do arroio e como pendurada na lua, viu de novo a cena que no dia anterior estivera a cuidar: o touro brasino perseguindo a novilha magra." Continue lendo
A luz, ao deslizar pelo vidro, derrama uma poça verde. Sob os sinos azuis rola uma onda. Continue lendo
"Baleia estava muito magra e seu corpo apresentava falhas de pelos. Já andava com um rosário de sabugos de milho queimados no pescoço, que seu dono tinha colocado na tentativa de fazer com que ela melhorasse." Continue lendo
A referência ao conto tradicional serve para examinar relações de poder e dominação. A violência doméstica surge sob forma simbólica e cotidiana. Continue lendo
"Nasceu um ser raquítico e feio. Desde os primeiros instantes, Bárbara o repeliu. Não por ser miúdo e disforme, mas apenas por não o ter encomendado." Continue lendo
Durante os dias mais esplendorosos de sua beleza sem paralelos, era mais do que certo que eu nunca a amara. E agora... agora eu estremecia na presença dela, empalidecia à sua aproximação. Continue lendo
- Ei, ei, amigo portuga! Quer comprar uns escravos? Continue lendo
A figura deformada e marginalizada circula entre medo, repulsa e curiosidade, tornando-se alvo da crueldade coletiva. A violência simbólica e física revela o lado mais sombrio da vida rural. Continue lendo
"Os carros com tripulantes, parados na minha rua, sempre me alarmavam. Ficava lá, mordendo as unhas, até que o carro fosse embora. A cada susto prometia mudar de vida e pensava em Helena, em como era importante ela mudar também." Continue lendo