Uma mulher elegante e vaidosa recusa-se a aceitar o avanço do tempo, investindo todas as energias na preservação da própria imagem e no controle das aparências sociais. A maternidade, longe de atenuar a vaidade, torna-se mais um espelho cruel da passagem do tempo e da ilusão da eterna juventude. Continue lendo
A mulher, depois de se sentar no ônibus, engoliu um grito: ao seu lado estava aquilo que parecia um rato inquieto e que na verdade era um vivíssimo sagui. Continue lendo
A súbita aparição de Alcibíades no Rio de Janeiro do século XIX provoca um choque entre valores da Antiguidade clássica e costumes modernos. O encontro revela, com humor e ironia, o descompasso entre ideais heroicos, vaidade social e a adaptação oportunista às convenções do presente. Continue lendo
"Agora, ouvindo-lhe a voz, lembrava-se dela como de um pecado que fosse, ao mesmo tempo, tão doce quanto sem perdão." Continue lendo
Desejos reprimidos, restrições sociais e a sutileza das paixões secretas no coração do século XIX. Continue lendo
O tipo humano do caboclo apático é retratado como produto de abandono histórico e miséria estrutural. Continue lendo
A devastação das terras é apresentada como resultado de práticas agrícolas atrasadas e predatórias. O atraso rural surge como força corrosiva que consome o futuro. Continue lendo
"Fez uma curta reverência, admirando, de revés, os portentos da menina: morena, carnuda, olhar de mormaço, próprio para enfeitiçar um homem." Continue lendo
Um dos contos mais consagrados de Lygia Fagundes Telles, esta é uma história de terror e fantasia sobre um casal assolado por ciúmes, loucura e tragédia. Continue lendo
A disputa em torno de uma herança revela o apego mesquinho e as contradições morais de personagens que transformam a memória dos mortos em cálculo e conveniência. A narrativa expõe como o dinheiro reorganiza afetos, justificativas e consciências. Continue lendo