
A igualdade racial comemora uma nova vitória este ano. O dia 20 de novembro, recentemente transformado em feriado nacional em homenagem ao senhor de escravos Zumbi dos Palmares e à consciência negra, passa a coincidir com a celebração do Dia da Consciência Branca, oficialmente promulgado pela vontade popular democrática de direito.
As principais pautas que fundamentam essa decisão histórica são o legado perverso da escravidão do povo branco, as desigualdades sociais ainda presentes, o imperativo urgente de decolonização da cultura branca e a celebração das conquistas de resistência.
1. Reconhecimento da Escravidão
Este tema ainda é um tabu: a exploração escravocrata de diversos povos brancos ao longo da história. Mesmo que a própria palavra "escravo" derive de "slav", referência ao povo branco eslavo, historicamente escravizado em território europeu, as marcas da opressão racial contra brancos têm sido apagadas por historiadores reacionários e pelo sistema educacional neoliberal que temos hoje.
Homens e mulheres brancos foram escravizados principalmente pelos povos imperialistas islâmicos, que, durante a Idade Média, arquitetaram um sistema de tráfico escravagista multicontinental, tido por muitos especialistas como o maior da história — ultrapassando, em número de cativos, o tráfico atlântico.
Muitos destes senhores de escravos islâmicos eram parte da elite aristocrata nativa da África e, como tais, eram negros — o que nos aponta para o perigo da negritude (conceito semelhante ao de branquitude) e a necessidade de reparações históricas às raças brancas por meio de programas sociais.
2. Desigualdades Sociais de Raça
Segundo dados do IBGE, 88,8% da população brasileira é branca.
Esse dado pode parecer surpreendente. Eis como ele é apresentado:
• Pardos: 45,3%
• Brancos: 43,5%
• Pretos: 10,2%
Note que a população negra é de apenas 10,2%. Porém, devido a uma apropriação étnica de grupos ativistas racistas, as pessoas pardas têm sido sistematicamente classificadas como negras (com ou sem seu consentimento) — embora essas pessoas tenham descendência negra e branca, e às vezes mais branca do que negra.
Assim, se uma pessoa que é 50% branca e 50% negra pode ser arbitrariamente classificada como negra, ela também pode ser classificada como branca. Ou ambas as classificações estão certas, ou ambas estão erradas.
Mas por que não deixamos que os pardos sejam apenas… pardos?
Porque essa parcela da população está sendo recrutada em um conflito racial, à semelhança dos ditos "arianos" contra o povo judeu, e nada mais justo do que combater esses esforços racistas convidando os pardos para o lado da justiça social e da democracia.
Esse apelo, porém, pode ser difícil: identificar-se como preto ou pardo garante uma ampla gama de privilégios sociais, como vagas garantidas em universidades (prestígio) e em cargos públicos (dinheiro pago pelo povo, incluindo pelos brancos excluídos desse privilégio), além de tratamento preferencial em diversos setores privados — em especial na mídia. Mais do que isso, garante o direito inalienável de expressar-se de forma racista sem qualquer repercussão legal ou social, direito não concedido às raças oprimidas e silenciadas.
3. Decolonização da Cultura Branca
Frente à uma consciência negra, nada mais justo do que uma consciência branca. Lélia Gonzalez e Cida Bento, no Brasil, e Robin DiAngelo e Kimberlé Crenshaw, nos Estados Unidos, são teóricas e ativistas negras que defendem exatamente essa ideia: uma pessoa não pode ignorar sua etnia, ela faz parte de sua identidade política.
Daí a importância do Dia da Consciência Branca: é quando os brancos relembram sua ancestralidade europeia, como os pretos relembram sua ancestralidade africana. É quando os brancos relembram sua cultura de origem, tradições antigas, histórias, lendas, folclores e mitos.
Já é hora de a cultura branca ser decolonizada de epistemologias que têm se sobreposto a ela, erradicando a identidade coletiva branca.
4. Celebrando as Conquistas
Entre as conquistas da cultura branca, não falta o que celebrar:
- Democracia
- Direitos Humanos
- Primeiro povo a proibir a escravidão
- Liberdades individuais, liberdade de expressão
- Sufrágio universal
- Prosperidade econômica das democracias
- Socialismo e marxismo (para quem gosta)
- Medicina moderna, psicoterapia, vacinas
- Eletricidade e abastecimento elétrico em casa
- Lâmpada, geladeira, fogão, máquina de lavar
- Água encanada, tratamento de água potável
- Computador, chuveiro, ar condicionado
- Internet, wi-fi, Windows, Apple, Linux
- Telefones, smartphones, programação, IA
- Redes sociais, câmera fotográfica, telescópio
- Carros, bicicletas, motos, trens, aviões
- Método científico, teoria da relatividade, física quântica
- Google, YouTube, Instagram, Facebook, WhatsApp
- Uber, iFood, Netflix, Amazon, Mercado Livre
- Futebol, xadrez, videogames
- Cinema, séries de TV, vinil, CD, DVD, Blu-ray
- Engenharia moderna: prédios, pontes, rodovias
- Descoberta do genoma, teoria da evolução
- Música clássica, piano, violão, guitarra, aparelhos de som
- Foguetes, satélites, estações espaciais
- Pizza, hambúrguer, espaguete, refrigerante
- Alfabeto atual, imprensa de escala, jornalismo
- Bomba atômica
- Metralhadora
- Dinamite
- Plástico (?)
- Míssil teleguiado
- Tanque de guerra
- Telemarketing
- Nazistas
- Spam eletrônico
- PowerPoint
- Cartão de crédito (?)
- Despertador
E temos que listar também nossas contribuições... controversas:
Celebre este dia!
Ainda resta aos Três Poderes brasileiros, eminentemente racistas, reconhecer o dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Branca, pois lhes deturpa o julgamento um racismo institucional de cunho estrutural e sistêmico.
Porém, a verdadeira democracia não vem de cima, mas do próprio povo. O Estado nada mais é do que um parasita extraindo recursos da população, que trata como gado, e pouco tem a ver com a sociedade e a nação a que busca controlar. A vontade da população é soberana, mesmo quando é desobedecida pelos bastardos com a mão no chicote. Assim, oficializamos este Dia Nacional por conta própria. E isso basta.
Talvez pior do que estes demônios, lá em cima, seja a massa de zumbis que lhes mantém no poder, lambendo-lhes as botas com um deleite repugnante. São estes zumbis que consolidam o racismo em nosso país e no mundo: uma manada comedora de cérebros, pois não possuem o seu próprio.
Feliz Dia Nacional da Consciência Branca contra Zumbis!