Série Num Futuro Próximo #13

N ão estamos sozinhos no universo. Nunca estivemos. E num futuro próximo, toda a verdade virá à tona: quem de fato somos, o que somos, de onde viemos, e para onde vamos. E quem é o culpado por tudo isso.
Tidas como teorias da conspiração infundadas, milhares de revelações cruciais sobre nossa história e sobre o cosmos têm sido ocultadas do público, quando não ridicularizadas. Governos ao redor do globo, apesar de suas diferenças, agem em conjunto para encobrir as evidências da realidade maior.
Essa represa da verdade, porém, está destinada a colapsar. Os fatos jorrarão pelos quatro cantos do mundo, e não haverá mais quem possa negar:
Seres inteligentes de outros sistemas solares coabitam a Terra conosco. Alienígenas, ETs, não importa como você prefira chamá-los — eles são os responsáveis pelo surgimento da espécie humana. Seu nome verdadeiro? Mazafakka, os deuses astronautas.
Não se pode, aqui, numerar todas as verdades trazidas por nossos guias evolutivos Mazafakka. Sabemos, por exemplo, que a Terra não apenas é oca, mas que possui uma planicidade observável a depender da dimensão que ocupamos. Também é verdadeiro que nenhum homem jamais pisou na Lua por meio de transportes por nós construídos; por outro lado, centenas de homens, mulheres e crianças vivem em habitats invisíveis na Lua, trabalhando lado a lado com os Mazafakka para manter as estrelas em suas posições corretas.
Assim, em vez de trazermos todo o conhecimento superior de uma só vez, vamos aqui tecer uma breve e singela contribuição, versando sobre a verdade sobre as pirâmides.
É evidente, como qualquer pessoa de bom senso pode supor, que as pirâmides são por demais complexas para terem sido construídas por seres humanos, ainda mais há cinco mil anos. Seria absurdo.
Basta pensarmos um pouco.
Construir um arranha-céu é fácil. É tão fácil que podemos encontrá-los em toda parte. No Brasil, hoje, existe cerca de 1,2 milhão de engenheiros capazes de projetar tal estutura. Em nada nos surpreende um simples prédio de concreto.

Mas, é claro, foi apenas nos últimos séculos que o ser humano aprendeu a erguer estruturas ocas, com dezenas ou centenas de pavimentos, sem que estas desabassem. Mas para tanto, são necessários milênios de conhecimento matemático e físico acumulado, para além de uma combinação complexa de diferentes materiais, e séculos de testes, protótipos e protocolos de segurança. Quando levamos tudo isso em conta, a arquitetura moderna em nada impressiona. Uma banalidade do mundo moderno.
De quantas formas diferentes você acha que uma pirâmide maciça pode desabar? Cair para o lado? Colapsar sobre seu próprio peso? Exatamente: nenhuma.
Eis a genialidade das pirâmides: sua estrutura não requer qualquer planejamento delicado para se manter em pé por milênios, pois sua forma é basicamente a de um morro, incapaz de virar para o lado. Internamente, elas possuem túneis estreitos e câmaras pequenas, o que impede a estrutura de desabar.
Que engenheiro pensaria em algo tão brilhante, hoje ou há cinco mil anos? Eis uma genialidade sobre-humana apenas explicável por interferência extraterrestre.
E como cortar uma pedra tão reta e lisa, como as usadas nas pirâmides? Claro, podemos fazer isso hoje, mas os egípcios, como todos sabem, eram completos idiotas. Seria impossível que eles inventassem uma técnica para cortar e polir pedras.
Outro ponto sempre comentado: como os egípcios teriam levado as pedras para cima, sem guindastes? Aqui, os negacionistas fazem uma observação pertinente: os construtores amontoavam areia até formar rampas, e carregavam os blocos de pedra para cima rolando sobre toras de madeira. Isso poria fim à ideia de que foram auxiliados por inteligências superiores. Mas e quem lhes deu essa ideia? Vamos realmente acreditar que um povo do deserto poderia, a partir de sua cognição limitada, ter o insight de amontoar areia para elevar o terreno?
O pior cego é aquele que não quer ver.

Os nobres Mazafakka estão por trás da maior parte das conquistas da humanidade. Eles são, inclusive, os responsáveis pela mutação de chimpanzés em seres humanos. Seu teste anterior, o de transmutar orangotangos em neandertais, foi uma falha lamentável, mas que permitiu aos Mazafakka aprender com seus experimentos.
Hoje, os Mazafakka continuam intervindo em nosso cotidiano, mas com o devido cuidado para não serem detectados. Aparentemente, é um povo muito tímido. Alguns deles assumem características humanas para viver entre nós e, por que não, experienciarem romances intergalácticos.
Às vezes namoram, casam-se e têm filhos. Seus cônjuges nunca ficam sabendo, mas os sinais — ah, os sinais estão por toda parte. Basta você prestar atenção.