
U m corvo conseguiu um pedaço de queijo e voou para o alto de uma árvore, decidido a comê-lo em paz. Uma raposa que passava por ali viu a cena e, ao perceber a oportunidade, parou embaixo da árvore e começou a falar:
— Vê-se bem que és uma ave formosa e gentil. Poucos pássaros te superam. És bem-disposto e muito galante. Se por acaso soubesses cantar, nenhuma ave se compararia contigo.
O corvo, lisonjeado, sentiu-se importante. Quis provar que merecia tantos elogios. Ergueu a cabeça, abriu o bico para cantar — e o queijo despencou lá de cima.
A raposa foi mais rápida: apanhou o queijo, sorriu e saiu satisfeita.
O corvo ficou com fome — e, dessa vez, um pouco menos ingênuo.
Moral da História:
O ego humano é facilmente manipulado por elogios e lisonjas. Assim como um cão aprende a fazer truques ao ganhar alimento, pessoas podem ser induzidas a agir dessa ou daquela forma ao serem recompensadas com palavras bonitas. Por isso é sempre prudente perguntar-se se elogios são de fato sinceros ou se são, pelo contrário, bajulações calculadas e manipuladoras.
